A partir desta sexta-feira, 5, a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras dos Estados Unidos entra em vigor, depois de decisão formalizada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

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Com essa medida, o governo norte-americano amplia o combate às principais facções criminosas do Brasil. O país confere às agências de inteligência, como a CIA e as Forças Armadas, respaldo legal para intensificar o monitoramento e restringir o fluxo financeiro dos grupos.

Possíveis impactos no setor financeiro e internacional

Pichação com sigla do Primeiro Comando da Capital (PCC) | Foto: Agência Brasil

De acordo com a legislação dos EUA sobre financiamento ao terrorismo, bancos e empresas podem sofrer sanções por vínculos, mesmo que indiretos, com organizações classificadas como terroristas. Isso pode impactar instituições internacionais conectadas ao PCC e ao CV.

Além disso, o reconhecimento provoca novos desafios diplomáticos, já que o governo brasileiro, sob Luiz Inácio Lula da Silva, e integrantes do Judiciário expressaram preocupação quanto à soberania nacional e à possibilidade de interferência estrangeira a partir desse enquadramento.

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Autoridades brasileiras argumentam que a legislação interna não considera PCC e CV como terroristas, pois a Lei Antiterrorismo de 2016 define terrorismo como atos motivados por xenofobia, preconceito racial ou religioso, com o objetivo de causar terror social.

Decisão dos EUA, diferenças legais e preocupações brasileiras

Para o Planalto, as atividades das facções se baseiam em interesses econômicos e domínio territorial, sem caráter ideológico. Assim, sob essa ótica, haveria diferenciação da definição de terrorismo prevista na Constituição e impediria o enquadramento legal nacional.

O Executivo brasileiro teme que a classificação dos EUA gere sanções automáticas contra bancos brasileiros e leve a interpretações jurídicas internacionais mais amplas, de modo a facilitar a adoção de medidas extraterritoriais com base nas normas norte-americanas.

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A cooperação entre Brasil e Estados Unidos para enfrentar o crime organizado esteve em pauta em reuniões entre Lula e Donald Trump, realizadas em dezembro e janeiro. À época, os líderes discutiram ações conjuntas contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas.

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Fonte: Revista Oeste · Por Lucas Cheiddi