A União Europeia (UE) retirou o Brasil da lista de países considerados adequados às normas do bloco para o uso de antimicrobianos em carnes. A decisão foi oficializada na sexta-feira 5 e ameaça exportações brasileiras de carnes que somaram US$ 1,8 bilhão em 2025.

Segundo a UE, o Brasil não apresentou garantias suficientes de que não utiliza determinados antimicrobianos proibidos pelos europeus na produção animal.

Na prática, o país deixa de estar autorizado a exportar carne bovina, carne de frango, carne equina, mel, pescado e outros produtos de origem animal ao bloco.

Mercado de carnes movimenta US$ 1,8 bilhão

A União Europeia é o segundo principal destino das exportações brasileiras de carnes | Foto: divulgação/Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec)

A União Europeia é o segundo principal destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China. Em 2025, o bloco comprou 368 mil toneladas de produtos brasileiros, movimentando US$ 1,8 bilhão.

A carne bovina respondeu por US$ 1,04 bilhão em vendas, enquanto a carne de frango somou US$ 762 milhões.

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Segundo especialistas, a decisão não está ligada a um medicamento específico, mas à capacidade do Brasil de comprovar fiscalização, rastreabilidade e conformidade sanitária da produção destinada ao mercado europeu.

Nos últimos anos, a UE endureceu as restrições ao uso de antimicrobianos como promotores de crescimento animal. Entre as substâncias vetadas pelos europeus estão virginiamicina, avoparcina, bacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina.

Brasil terá de comprovar adequação

Em abril, o Ministério da Agricultura proibiu a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns desses produtos, incluindo avoparcina e virginiamicina.

Para voltar à lista europeia, o Brasil precisará restringir os demais antimicrobianos exigidos pela UE ou comprovar que os produtos exportados não utilizam essas substâncias.

Especialistas afirmam que a segunda alternativa depende de sistemas mais robustos de rastreabilidade e certificação sanitária.

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Fonte: Revista Oeste · Por Rachel Díaz