A crise na segurança pública e o medo da violência urbana consolidaram-se como a maior preocupação da população do país. A rodada de junho da pesquisa nacional Genial/Quaest, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que o temor da criminalidade superou os tradicionais gargalos da economia no topo das inquietações individuais dos eleitores. O instituto realizou 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões brasileiras para mapear as prioridades das bases eleitorais.

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O diagnóstico de vulnerabilidade social coincide com o avanço de discussões internacionais sobre o poder das facções brasileiras. O eleitorado demonstrou amplo conhecimento a respeito da decisão recente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Uma fatia expressiva de 63% dos entrevistados afirmou já ter tomado conhecimento sobre o enquadramento rígido adotado pela Casa Branca.

Eleitores cobram o mesmo rigor no Brasil

O clamor por respostas firmes contra os cartéis de drogas reflete-se no apoio popular às sanções norte-americana. De acordo com os dados obtidos pelo levantamento, 45% dos brasileiros consideram correta a postura do governo de Washington ao carimbar os bandos do país com a etiqueta do terrorismo. A pressão externa é vista de forma positiva pela maioria da sociedade, que se vê encurralada pelas disputas territoriais do crime organizado nas grandes capitais.

A reação nas ruas indica o desejo de reproduzir a mesma fórmula em solo nacional. A pesquisa Quaest mostra que 60% dos cidadãos defendem que o próprio governo federal deve classificar formalmente o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. Esse posicionamento demonstra que a sociedade brasileira exige o endurecimento da legislação penal contra as quadrilhas, deixando em segundo plano os discursos de conciliação.

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Embora a segurança lidere o ranking de temores, o relatório da Quaest aponta os outros principais problemas que tiram o sono dos brasileiros. A inflação e a carestia dos alimentos aparecem logo atrás no topo das reclamações, seguidas de perto pelo desemprego, pela precariedade do atendimento na saúde pública e pela corrupção generalizada. A economia também dá sinais de desgaste, com 44% dos entrevistados afirmando que as finanças do país pioraram nos últimos 12 meses.

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Fonte: Revista Oeste · Por Erich Mafra