O candidato de direita à Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, levou uma multidão às ruas de Cartagena das Índias nesta terça-feira, 9, em um ato de desafio direto à Justiça do país. O político ignorou uma determinação do Tribunal Superior de Bogotá que proibiu a sua campanha de utilizar símbolos nacionais, referências militares e até mesmo os seus principais lemas eleitorais.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Durante o comício, o candidato e seus simpatizantes confrontaram a ordem judicial na prática. Imagens divulgadas pelo jornal colombiano El Universal mostram um grande número de apoiadores vestidos com a camisa amarela da seleção de futebol — um dos símbolos proibidos para o grupo conservador.
A Justiça havia vetado o uso de expressões como “Firmes pela Pátria”, que é o slogan da campanha, e “Defensores da Pátria”, nome do movimento político do candidato. No entanto, o público presente recebeu De la Espriella em clima de festa e entoou a frase proibida em coro durante o evento.
Em seu discurso, o candidato não recuou e fez duras críticas à decisão dos tribunais. "Colômbia, pátria minha, levo você com amor no meu coração. Acredito no seu destino e espero vê-la sempre grande, respeitada e livre", declarou o político. "Compatriotas, já ganhamos o primeiro turno. Fizemos isso com propostas sólidas."
De acordo com a agência de notícias EFE, o líder de direita criticou a censura aos seus lemas. "Um magistrado de Bogotá nos proibiu de dizer ‘Firmes pela pátria’. Nos proibiu de usar o nome do nosso movimento popular Defensores da Pátria", protestou no palanque.
Entenda a proibição da Justiça
A liminar que tenta barrar a estética da campanha partiu do magistrado Rafael Albeiro Chavarro. A decisão atendeu a uma ação movida por um cidadão comum contra o candidato e o seu movimento político.
Leia mais: “Governo Trump cancela vistos e faz cerco contra 'turismo do parto'”
O tribunal deu um prazo de 24 horas para que a equipe de direita retirasse das ruas e das redes qualquer propaganda que contivesse:
- A bandeira oficial da Colômbia;
- O escudo nacional;
- Imagens em alusão às instituições militares e policiais;
- Os termos "Firmes pela pátria" e "Defensores da Pátria".
A equipe jurídica do candidato já apresentou um recurso contra a medida. Os advogados argumentam que a proibição representa uma grave violação dos direitos fundamentais e prejudica a igualdade de condições na disputa democrática.
O cenário eleitoral para o segundo turno
Abelardo de la Espriella chega para a reta final como o favorito nas urnas. Ele foi o candidato mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais, realizado no dia 31 de maio. O líder conservador conquistou 10,3 milhões de votos, o equivalente a 43,78% da preferência do eleitorado.
A disputa final ocorrerá no dia 21 de junho. O adversário no segundo turno será o candidato de esquerda Iván Cepeda, representante do Pacto Histórico — mesmo partido do atual presidente Gustavo Petro. Cepeda obteve 9,7 milhões de votos (40,98%) na primeira etapa. O vencedor governará a Colômbia no mandato de 2026 a 2030.
Leia mais: “Netanyahu chama Erdogan de 'ditador antissemita'”
O post Candidato de direita desafia a Justiça e leva multidão às ruas na Colômbia apareceu primeiro em Revista Oeste.
Este conteúdo é originalmente de Revista Oeste. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
https://revistaoeste.com/mundo/candidato-de-direita-desafia-a-justica-e-leva-multidao-as-ruas-na-colombia/
Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo