O novo gestor do Theatro Municipal de São Paulo afirmou que a principal casa de ópera da capital paulista não terá produções orientadas por pautas políticas ou identitárias. A declaração foi dada por Edilson Ventureli, diretor-geral ligado ao Instituto Baccarelli, organização que assumiu recentemente a gestão do equipamento cultural.

Segundo Ventureli, a intenção da nova administração é priorizar a arte e ampliar o alcance do teatro para diferentes públicos. Ele afirmou que não haverá espaço para ideologias políticas na gestão do Municipal. De 2021 até maio deste ano, o Theatro foi administrado pela Sustenidos, acusada de privilegiar pautas esquerdistas.

Theatro Municipal: mudanças pontuais 

Ao jornal Folha de S.Paulo, o gestor também declarou que a programação anunciada para 2026 será mantida. Entre os destaques está a montagem da ópera Tristão e Isolda, de Richard Wagner, prevista para julho. No entanto, mudanças pontuais poderão ocorrer ao longo do ano, incluindo revisões em projetos herdados da administração anterior.

A nova gestão pretende ainda ampliar a oferta de concertos sinfônicos e revisar aspectos da programação artística. Ventureli afirmou que o Balé da Cidade continuará dedicado à produção contemporânea, mas com repertório mais amplo, de modo a atrair diferentes segmentos do público.

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A troca de comando ocorreu depois de a Prefeitura de São Paulo transferir a administração do Theatro Municipal para o Instituto Baccarelli. A organização, criada em Heliópolis e conhecida por projetos de formação musical, passou a comandar uma das mais tradicionais instituições culturais do país.

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Fonte: Revista Oeste · Por Fábio Bouéri