A defesa do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou nesta sexta-feira, 12, que as provas reunidas no processo administrativo que apura acusações de importunação sexual e assédio "demonstram sua inocência".

A manifestação foi divulgada depois do início da fase de depoimentos da investigação, conduzida por uma comissão formada por ministros do tribunal. Ao menos 20 testemunhas foram convocadas para prestar esclarecimentos.

Segundo os advogados de Buzzi, depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudos médicos e perícias afastam a primeira acusação, feita por uma jovem de 19 anos durante um período de férias em Balneário Camboriú (SC).

Outros argumentos da defesa do ministro

O ministro do STJ Marco Buzzi, que está afastado do cargo | Foto: Sérgio Amaral/STJ

A defesa também sustenta que as provas produzidas no caso envolvendo uma servidora do STJ indicam que não havia condições para que ela e o ministro permanecessem sozinhos nas circunstâncias descritas na denúncia.

Em nota, os advogados afirmaram ainda que as testemunhas ouvidas disseram nunca ter presenciado episódios de assédio ou comportamento inadequado atribuídos ao magistrado.

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As duas mulheres que apresentaram as acusações estavam previstas para depor, mas optaram por não prestar esclarecimentos, possibilidade prevista pelas normas do Conselho Nacional de Justiça para esse tipo de procedimento.

Buzzi está afastado do cargo desde fevereiro. Em abril, o plenário do STJ instaurou, por unanimidade, um processo administrativo disciplinar para apurar as condutas atribuídas ao ministro.

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Fonte: Revista Oeste · Por Rachel Díaz