O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou nesta sexta-feira, 12, que a recusa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em pautar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master estaria relacionada a uma suposta propina milionária. Em vídeo publicado no X, Zema afirma que “R$ 155 milhões foram o preço do silêncio no Senado”.

“A gente sabe o verdadeiro motivo do Alcolumbre se recusar a pautar a CPMI do Banco Master", afirmou o ex-governador. "Ele teria recebido US$ 30 milhões daquele banqueiro bandido.”

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A declaração faz referência a uma reportagem publicada pela revista Veja, que relatou uma suposta delação envolvendo pagamentos atribuídos ao controlador do Banco Master. Zema utilizou o conteúdo da publicação para questionar a postura da presidência do Senado em relação ao pedido de investigação.

https://twitter.com/RomeuZema/status/2065436702512951655

O requerimento para a criação da CPMI reúne mais de 280 assinaturas de parlamentares. Mesmo diante desse apoio, Alcolumbre continua sem autorizar a instalação do colegiado. “Agora nós sabemos o porquê”, afirmou Zema.

No vídeo, Zema ainda fez referência ao contrato entre o fundador do Master, Daniel Vorcaro, e a mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Viviane Barci. “Não podemos esquecer que o preço para calar um certo ministro foi R$ 129 milhões”, declarou, sem citar nomes.

Ao encerrar a manifestação, o ex-governador afirmou acreditar que novas revelações poderão surgir no caso. “Com certeza tem muito, mas muito mais gente que esse bandido banqueiro precisa delatar”, disse.

O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Alcolumbre nega ter recebido propina do Master

Alcolumbre negou nesta quinta-feira, 11, o recebimento de dinheiro de Vorcaro. A manifestação ocorreu depois que a revista Veja publicou que o fundador do Master repassou US$ 30 milhões ao senador. O valor equivale a cerca de R$ 155 milhões.

A reportagem afirma que o dinheiro entrou em uma conta secreta no exterior. Depois, a quantia seguiu para Alcolumbre como contrapartida pelo apoio político a uma demanda do Master. O intermediário da operação teria sido o ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima.

Por meio de nota, Alcolumbre afirmou que as informações "são absolutamente falsas, não procedem". Além disso, ele chamou as acusações de "irresponsáveis" e disse que "a verdade dos fatos prevalecerá".

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Fonte: Revista Oeste · Por Isabela Jordão