A empresa de ônibus Transunião, que atua na zona leste da capital paulista, se tornou centro de investigações sobre a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC). O nome da companhia, que tem 467 ônibus em sua frota, aparece na denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, na Operação Vérnix. As informações são de O Estado de S. Paulo.
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
Os alvos são a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, 58 anos, por suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo os promotores, uma análise financeira identificou repasses da Transunião a Leonardo Camacho, sobrinho de Marcola. A investigação revela que parte dos recursos movimentados por ele teve origem na empresa. Para o Gaeco, a ausência de justificativa comercial para as transferências reforça a suspeita de ligação com atividades criminosas.
A companhia já havia sido mencionada em outras apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF), pelo Deic e pelo próprio Ministério Público. Em diferentes investigações, autoridades analisaram possíveis conexões entre empresas do transporte coletivo e integrantes da facção criminosa.
Os promotores, segundo o jornal, também relacionam a Transunião ao antigo sistema de cooperativas que operava linhas de ônibus em São Paulo. De acordo com a denúncia, algumas dessas estruturas teriam sido utilizadas por integrantes do PCC para ampliar influência sobre o setor. A empresa administra atualmente dois lotes do sistema municipal e surgiu da transformação de uma cooperativa em concessionária.
Cifras para o PCC somaram cerca de R$ 10 milhões
O histórico da companhia inclui citações em operações anteriores, como a Fim da Linha e a Mafiusi. Nesta última, a PF identificou movimentações financeiras entre empresas ligadas ao chamado Concierge do PCC, William Barile Agati, e companhias de transporte urbano, incluindo a Transunião. Os investigadores encontraram transações que somavam cerca de R$ 10 milhões.
Leia mais: "Promotores querem tomar R$ 75 mi de Deolane, Marcola e 'assessor' do PCC"
Outra frente de apuração envolve o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-dirigente da empresa, morto em 2020. Relatórios policiais analisaram a hipótese de que disputas internas relacionadas ao controle de recursos e à influência do PCC dentro da companhia tenham motivado o crime. As suspeitas, porém, não resultaram em condenações definitivas.
A Polícia Civil também investigou pagamentos feitos pela empresa a Jair Ramos de Freitas, conhecido como Cachorrão. A defesa sustenta que os valores decorreram de negociações legítimas e nega qualquer vínculo com atividades ilícitas.
Procurada pela reportagem, a Transunião não se manifestou sobre as novas acusações. Em ocasiões anteriores, a empresa afirmou colaborar com as autoridades, destacou a criação de mecanismos de compliance e negou participação em esquemas criminosos.
Os advogados de Deolane Bezerra reiteram que ela não integra organização criminosa. Já a defesa de familiares de Marcola afirma que as acusações são improcedentes e contesta o envolvimento dos investigados nos fatos apontados pelo MP.
O post Empresa de ônibus repassou dinheiro a Deolane e à família de Marcola do PCC, segundo MP apareceu primeiro em Revista Oeste.
Este conteúdo é originalmente de Revista Oeste. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
https://revistaoeste.com/brasil/empresa-de-onibus-repassou-dinheiro-a-deolane-e-a-familia-de-marcola-do-pcc-segundo-mp/
Fonte: Revista Oeste · Por Eugenio Goussinsky