Uma gestante de 30 semanas e o bebê dela morreram enquanto aguardavam atendimento obstétrico em um hospital integrado à rede publica de Minas Gerais. O caso ocorreu em Três Marias, na região Central do Estado, e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
A vítima foi identificada como Bárbara Luana Fernandes Aleixo, de 29 anos. Segundo familiares, ela procurou atendimento médico na noite de 8 de junho com fortes dores e sangramento. A mulher estava grávida há sete meses.
Gestante aguardou atendimento durante a madrugada
Bárbara chegou à unidade de saúde na noite da última segunda-feira, 8, e permaneceu à espera de atendimento enquanto seu quadro clínico se agravava. Na madrugada de terça-feira 9, a gestante perdeu a consciência e sofreu uma parada cardiorrespiratória.
A equipe médica realizou procedimentos de emergência para tentar reverter o quadro. No entanto, Bárbara e o bebê não resistiram.
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De acordo com relatos da família, a unidade de saúde não contava com obstetra presencial no momento da chegada da paciente. A grávida pediu atendimento com um especialista durante a permanência no hospital.
Obstetra foi acionado pela a equipe do hospital
De acordo com os depoimentos colhidos pela Polícia Civil, a equipe do Hospital São Francisco acionou sete vezes o obstetra Higo Moreira Fonseca para atendimento da gestante. Os profissionais relataram que informaram a gravidade do quadro clínico durante os contatos.
O medico teria se recusado a ir até o hospital e delegado o cuidado à equipe plantonista do hospital. Higo chegou a ser preso horas depois das mortes, mas foi liberado no dia seguinte.
Segundo o portal UOL, o obstetra responsável pelo plantão atuava em regime de sobreaviso. Nesse modelo, o médico permanece fora do hospital, e o serviço pode acioná-lo para atendimentos de urgência, conforme prevê o Conselho Federal de Medicina, desde que ele permaneça disponível para comparecimento rápido.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil de Minas Gerais abriu investigação para apurar as circunstâncias das mortes. Os investigadores devem analisar prontuários médicos, ouvir familiares e colher depoimentos de profissionais envolvidos no atendimento.
O hospital informou que instaurou sindicância interna e afirmou que colabora com as autoridades.
A defesa de Higo afirma que, por estar de sobreaviso, o médico "não tinha a obrigação de estar presencialmente no hospital no momento em que a paciente deu entrada na unidade".
Até o momento, as autoridades mineiras não divulgaram conclusões sobre as causas das mortes. A investigação segue em andamento.
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Fonte: Revista Oeste · Por Pâmela Zacarias