O governo de Donald Trump acompanha de perto os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master no Brasil. A equipe do presidente americano recebeu relatórios apontando que o escândalo financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro tem potencial para desestabilizar o cenário político e o Judiciário brasileiro. A cúpula em Washington considera o caso mais nocivo para as autoridades de Brasília do que qualquer sanção estrangeira.
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O interesse dos Estados Unidos cresceu por causa da proximidade das eleições presidenciais brasileiras. Os relatórios enviados à gestão Trump buscam mapear como a crise bancária interfere na disputa eleitoral e altera as forças locais. O monitoramento foca nas ações judiciais contra Vorcaro que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Delação recusada liga Moraes ao Master
Os assessores da Casa Branca mantêm atenção especial sobre o ministro Alexandre de Moraes, magistrado que já sofreu sanções diretas do governo americano em episódios anteriores. O nome do juiz do STF voltou aos holofotes logo que o jornalista Lauro Jardim revelou o teor da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro. O banqueiro tentou fechar um acordo de colaboração com a Justiça, mas a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusaram a oferta.
Vorcaro confessou aos investigadores que assinou um contrato de R$ 129 milhões com a esposa de Alexandre de Moraes. O empresário justificou que fechou o negócio milionário com a advogada apenas para construir uma aproximação e estabelecer um bom relacionamento com o ministro do Supremo. O réu negou em depoimento a exigência de favores ou contrapartidas judiciais em troca do dinheiro depositado.
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Fonte: Revista Oeste · Por Erich Mafra