O senador Rogério Marinho (PL-RN) cobrou uma resposta imediata das autoridades depois do atentado que deixou ferido o vereador Cabo Deyvison (PL) e matou seu assessor, Allysson Diego de Oliveira Morais, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. O ataque ocorreu na noite de segunda-feira 15, quando criminosos abriram fogo contra o parlamentar em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.

Marinho disse ter recebido “com indignação e profunda tristeza a notícia do atentado contra o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal pelo PL”. 

“Minha solidariedade ao parlamentar, aos seus familiares, à sua equipe e, de modo especial, à família de Allysson Diego de Oliveira Morais, assessor covardemente assassinado durante a ação criminosa”, afirmou.


Na avaliação de Marinho, a atuação pública de Cabo Deyvison no enfrentamento ao crime organizado torna o episódio ainda mais grave. O senador destacou que o vereador, que também é policial militar do Ceará, costuma denunciar a presença de facções criminosas e defender o endurecimento das ações de segurança pública.

“Cabo Deyvison, além de vereador, é policial militar do Comando Tático Rural do Ceará, o Cotar, e tem atuação pública conhecida no enfrentamento ao crime organizado”, disse. “As circunstâncias do ataque, a ousadia dos autores e as suspeitas de envolvimento de integrantes de facções criminosas do Ceará exigem resposta imediata, rigorosa e sem concessões por parte das autoridades.”

Marinho sustentou ainda que o caso ultrapassa a esfera individual do parlamentar: “Não se trata apenas de um atentado contra um homem público: é uma afronta ao Estado e à sociedade, que não aceita viver refém do medo”.


Críticas ao avanço das facções

Na nota, o senador informou ter acionado a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte para solicitar proteção ao vereador e cobrar a celeridade nas investigações.

“Como presidente do PL-RN, secretário-geral do PL Nacional e coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, já solicitei formalmente ao secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte a adoção urgente de medidas de proteção à vida e à integridade física do vereador Cabo Deyvison, bem como a apuração célere do homicídio de Allysson Diego e da tentativa de assassinato contra o parlamentar.”

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Marinho afirmou que o PL “não se intimidará” e seguirá “cobrando providências, proteção e justiça”. Ele também associou o crescimento das organizações criminosas à atuação dos governos na área da segurança pública.

“O avanço das facções criminosas no Nordeste e no Brasil é consequência direta da complacência de governos que tratam o crime organizado com leniência, hesitação e discursos vazios”, ressaltou. “O Rio Grande do Norte e o país precisam de autoridade, inteligência, integração policial e punição efetiva. Bandido armado, facção criminosa e mandante de atentado não podem encontrar brechas, proteção indireta ou omissão do poder público.”


O atentado

O ataque ocorreu pouco antes das 22h em frente à UPA do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró. De acordo com as investigações, Cabo Deyvison aguardava do lado de fora da unidade quando ocupantes de um veículo passaram pelo local e efetuaram diversos disparos.

O assessor Allyson Diego filmava uma transmissão ao vivo no momento do atentado. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Já o vereador foi atingido nas pernas, recebeu atendimento médico e foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia. Segundo sua equipe, o estado de saúde é estável.

O vereador Cabo Deyvison (PL), de 37 anos | Foto: Câmara Municipal de Mossoró

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o parlamentar era o alvo da ação. Os investigadores apuram se o crime tem relação com as denúncias feitas por Cabo Deyvison contra a atuação de facções criminosas na região. Depois do atentado, policiais localizaram o veículo suspeito abandonado em outro bairro da cidade e apreenderam um carregador de munição calibre 5.56 utilizado em fuzis.

Responsável pelo caso, o delegado Renato Oliveira classificou o episódio como um atentado “bárbaro” e afirmou que a ação colocou em risco pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde que estavam na unidade no momento dos disparos.

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Fonte: Revista Oeste · Por Sarah Peres