O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira, 13, que o governo brasileiro responderá em até 15 dias à decisão da União Europeia (UE) de suspender a importação de proteína animal do Brasil. As novas regras passam a valer em setembro e, segundo os europeus, atendem a critérios sanitários.
O governo estipulou o prazo de 15 dias, depois de uma reunião entre representantes brasileiros e autoridades europeias para discutir a medida.
“Somos um exemplo para o mundo de cuidado sanitário, tanto em proteína animal quanto em proteína vegetal", afirmou o vice-presidente.
A UE anunciou, nesta terça-feira, 12, uma nova lista de países autorizados a exportar carnes para os mercados europeus e deixou o Brasil fora da relação.
Ainda na manhã desta quarta-feira, em busca de reverter a situação, o embaixador do Brasil na Comissão Europeia em Bruxelas, Pedro Miguel da Costa e Silva, participou de uma reunião com autoridades sanitárias do bloco.
Segundo integrantes do governo, o encontro definiu a criação de grupos técnicos de trabalho para fornecer à UE as informações consideradas necessárias sobre os protocolos sanitários brasileiros.
Alckmin minimizou os impactos da tensão
Durante a declaração, o vice-presidente também destacou a dimensão econômica do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, classificando o pacto como o maior tratado comercial entre blocos econômicos do mundo. “Estamos falando de US$ 22 trilhões de mercado", destacou.
Segundo Alckmin, estava claro que havia resistência na União Europeia e, principalmente, receio em relação ao acordo por causa da questão agropecuária. Porém, ponderou que os blocos construíram o tratado com mecanismos de proteção sanitária.
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“Entrou em vigência provisória a partir de 1º de maio e acho que essa questão vai se equacionar", afirmou Alckmin. "Até como colocou bem o ministro André de Paula, somos um exemplo para o mundo de cuidado sanitário, tanto em proteína animal como proteína vegetal."
As novas diretrizes impostas pela União Europeia estabelecem restrições relacionadas ao combate à resistência bacteriana e à redução do uso considerado excessivo de antibióticos na pecuária.
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Fonte: Revista Oeste · Por Luana Viana