Documentos da Polícia Federal (PF) revelam que o Banco Master conseguiu arrecadar R$ 1,87 bilhão por meio de letras financeiras até o mês de dezembro de 2024. A operação ocorreu um ano antes de o Banco Central decretar a liquidação da empresa. A informação é da CNN Brasil.
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O inquérito policial detalha o caminho do dinheiro. A instituição financeira passou a reunir um volume imenso de recursos públicos. O montante saiu diretamente de diversos fundos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Esse sistema atende de forma exclusiva aos servidores concursados. Prefeituras, Estados e o governo federal utilizam o modelo para garantir o pagamento de aposentadorias e de pensões de forma independente.
A ofensiva contra desvios no Banco Master
A polícia cumpriu seis mandados de busca e apreensão na cidade de Cajamar, na Grande São Paulo, nesta quarta-feira, 13. A ação teve como alvo os gestores do instituto de previdência municipal. A autarquia paulista direcionou R$ 112 milhões para investimentos na instituição investigada e no Banco Daycoval. Os repasses suspeitos aconteceram entre os anos de 2023 e 2024.
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A autoridade policial solicitou o afastamento imediato dos membros da diretoria do instituto. Os investigadores também pediram o bloqueio do patrimônio de todos os alvos. O objetivo da medida é evitar a destruição de provas e impedir a combinação de versões entre os suspeitos. O rombo mínimo estimado nos cofres públicos atinge a marca de R$ 107 milhões.
Políticos entram na mira da PF
O mandato de prefeito de Cajamar pertencia ao político Danilo Joan durante a época dos investimentos suspeitos. Ele exerce atualmente a vice-presidência do Partido Progressistas (PP) em São Paulo. O ex-prefeito é um aliado próximo do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A operação policial atual não inclui Joan na lista de investigados formais.
O senador piauiense, no entanto, foi alvo buscas da PF na semana passada. As autoridades apuram a relação do congressista com a cúpula do grupo financeiro. A polícia suspeita que o parlamentar recebia pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. O político nega o cometimento de crimes e acusa os órgãos de controle de perseguição em ano eleitoral.
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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo