O promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), viajou até Roma para tentar prender a influenciadora Deolane Bezerra, investigada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC, mas ela já havia deixado a Itália quando a operação foi executada. De volta ao Brasil, a mulher acabou presa nesta quinta-feira, 21, em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. A informação é do portal Metrópoles.

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Reconhecido por sua atuação contra o crime organizado, Gakiya integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ele acumula mais de duas décadas dedicadas à investigação do PCC.

Na mesma operação, além de Deolane, outros dois alvos localizados na Espanha e na Bolívia foram inseridos na lista vermelha da Interpol, com apoio da Polícia Federal, de modo a permitir a cooperação internacional para suas capturas.

Início das investigações e descoberta do esquema


A investigação teve início em 2019, depois de policiais penais encontrarem bilhetes com presos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os manuscritos detalhavam a dinâmica interna do PCC, estratégias de lideranças e potenciais ataques a servidores públicos.

Um dos bilhetes citava uma “mulher da transportadora”, responsável por mapear endereços de agentes. Isso levou à identificação de uma empresa na cidade como instrumento para lavagem de dinheiro do grupo.

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Na etapa seguinte, denominada Lado a Lado, agentes descobriram movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade declarada da transportadora, além da apreensão de celulares e mensagens que evidenciaram repasses financeiros para Deolane.

A influenciadora demonstrava relações pessoais e comerciais com um dos administradores ocultos da empresa, já reconhecida judicialmente como braço financeiro do PCC.

Papel de Deolane e ações recentes da operação

Influenciadora Deolane Bezerra posa em frente a carro de luxo | Foto: Reprodução/Instagram

De acordo com os investigadores, Deolane fornecia uma aparência de legalidade aos recursos ilícitos movimentados pela facção. Ela utilizava sua visibilidade pública e atividades empresariais para ocultar a origem do dinheiro.

Observaram-se transações vultosas, aquisição de imóveis e veículos de luxo e circulação de valores sem fonte econômica comprovada. Os fatos reforçaram sua posição de destaque no esquema.

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A análise de sigilos bancários revelou operações atípicas, uso de empresas sem suporte financeiro efetivo e contas para camuflar a movimentação dos recursos. A terceira fase da operação, deflagrada nesta quinta-feira, 21, busca expor as conexões empresariais e patrimoniais relacionadas à lavagem de capitais.

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Fonte: Revista Oeste · Por Lucas Cheiddi