O advogado Fabiano Tadeu Lopes, que chefia a equipe de defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, deve retornar nesta quinta-feira, 28, ao plenário do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O jurista sofreu um infarto há quatro dias, mas assinou um termo de autoalta hospitalar para reassumir os trabalhos sob supervisão médica. A informação é da Agência Brasil.
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No início da semana, a defesa usou a situação clínica do advogado para tentar suspender a sessão. Na última segunda-feira, 25, os defensores informaram o estado de Lopes à juíza Elizabeth Machado Louro, presidente do julgamento. O profissional estava internado com apenas 30% da capacidade cardiorrespiratória.
Tentativa de adiamento e início dos debates
Com o principal advogado hospitalizado, Dr. Jairinho destituiu o restante dos defensores para tentar forçar o adiamento das sessões. O réu alegou que apenas Lopes estava inteiramente preparado para defendê-lo perante o júri.
A magistrada classificou o movimento como uma manobra protelatória. Contudo, ela aceitou conceder um novo prazo desde que o réu fosse transferido de imediato para a penitenciária de segurança máxima Bangu 1, conhecida pelo rigor disciplinar. Diante da contraproposta da juíza, Jairinho recuou da estratégia, constituiu novamente seus advogados e permitiu o início do julgamento.
Depoimentos apontam "farsa ensaiada"
O processo que apura as responsabilidades pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021, alcançou o terceiro dia nesta quarta-feira, 27. O início dos trabalhos na data foi postergado das 9h para as 11h em razão da extensão dos depoimentos da véspera, que avançaram até as 2h da madrugada.
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Nesta terça-feira, 26, o tribunal ouviu os delegados Edson Henrique Damasceno e Ana Carolina Medeiros, responsáveis pelas investigações originais do homicídio. Em seu pronunciamento, Damasceno rechaçou a versão apresentada pelos réus de que a criança teria morrido depois de cair da cama, classificando a narrativa como uma "farsa ensaiada". O policial ressaltou que mensagens recuperadas no celular da babá, Thayná de Oliveira Ferreira, confirmaram que a mãe, Monique Medeiros, tinha plena ciência das agressões sofridas pelo filho.
Estrutura do julgamento e acusações no caso Henry Borel
Embora tenham compartilhado a mesma banca jurídica no início do caso, Jairinho e Monique contam hoje com equipes independentes de advocacia. O veredito do caso será decidido por um conselho de sentença composto de sete jurados, que avaliam as declarações de 27 testemunhas arroladas no processo.
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Dr. Jairinho responde por seis crimes, incluindo homicídio qualificado por meio cruel e três acusações de tortura contra vulnerável, além de fraude processual e coação. Monique Medeiros responde por sete delitos, entre os quais constam o homicídio por omissão qualificado e a omissão de socorro.
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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo