O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Receita Federal realizaram buscas na Avenida Faria Lima, centro financeiro da capital paulista, para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo crime organizado. A Operação Fluxo Oculto, derivada da Carbono Oculto, investiga fraudes no setor de combustíveis. Os criminosos usavam empresas de tecnologia financeira e fundos de investimento para esconder o dinheiro ilegal.
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A investigação focou os trabalhos em seis fintechs que operavam o dinheiro da quadrilha. Os policiais recolheram documentos e arquivos nos escritórios da Ceopag Instituição de Pagamento, America Payment e Sispay Instituição de Pagamento. Os agentes também realizaram vistorias nas sedes da Smart Solutions Instituição de Pagamento, YAW Instituição de Pagamento e Ello Gestora de Recursos.
Patrimônio disparou 200%
O dinheiro obtido com a fraude abastecia quatro fundos de investimentos. Essa engenharia financeira servia para apagar o rastro dos verdadeiros donos das notas. A Promotoria descobriu que esses fundos guardam um patrimônio de R$ 205 milhões. O caixa das empresas investigadas registrou um crescimento fora do comum e saltou mais de 200% em apenas 12 meses.
A ação judicial de hoje funciona como um desdobramento direto da Operação Carbono Oculto, que já mapeava os desvios de impostos no comércio de derivados de petróleo. Duas administradoras de bens e duas gestoras de recursos também entraram na lista de alvos dos mandados judiciais de apreensão.
Força-tarefa mobiliza policiais civis e militares
Os promotores do MPSP coordenaram a ofensiva junto com fiscais da Receita Federal. Equipes das Polícias Civil e Militar deram apoio operacional para garantir o acesso aos prédios comerciais na zona sul de São Paulo. Os policiais recolheram computadores, HDs e mídias digitais para analisar a contabilidade do grupo.
Os diretores e os sócios das companhias de pagamento vão responder por crimes de ocultação de bens, sonegação fiscal e organização criminosa. A Justiça determinou o bloqueio das contas bancárias de todos os envolvidos para garantir o ressarcimento aos cofres públicos assim que a denúncia for formalizada.
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Fonte: Revista Oeste · Por Erich Mafra