O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) aprovou, nesta sexta-feira, 12, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount em uma operação avaliada em US$ 81 bilhões. O aval remove um dos principais entraves regulatórios para a concretização do negócio, que pode redesenhar o setor global de entretenimento.
Em comunicado, a divisão antitruste da pasta afirmou que a fusão tende a fortalecer a concorrência “em todo o ecossistema de mídia e entretenimento, com benefícios para consumidores e trabalhadores dos EUA”. A avaliação oficial contraria críticas de parte da indústria de Hollywood, que teme uma concentração excessiva de poder no mercado.
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Anunciada em fevereiro, a transação unirá sob uma mesma estrutura alguns dos ativos mais influentes do setor, incluindo estúdios de cinema e televisão, canais de TV por assinatura, veículos de notícias e plataformas de streaming. O acordo também reunirá os serviços HBO Max e Paramount+, criando um competidor de maior porte diante de gigantes como Netflix, Amazon e Disney.
Segundo o DoJ, a combinação das plataformas poderá ampliar as opções para os consumidores. A pasta argumentou que a operação deve fortalecer o mercado de vídeo sob demanda ao oferecer “uma alternativa competitiva mais robusta” aos líderes do segmento.
A autoridade antitruste também rebateu preocupações relacionadas ao mercado de trabalho. De acordo com o órgão, a empresa resultante da fusão terá incentivos econômicos para manter ou até ampliar sua produção de conteúdo, reduzindo os riscos de retração na demanda por profissionais da indústria audiovisual.
A análise do governo dos EUA vinha sendo conduzida desde o fim do ano passado. Analistas de mercado ouvidos pelo jornal The Wall Street Journal já consideravam improvável uma tentativa do Departamento de Justiça de barrar a operação.
Em nota, a Paramount afirmou que, concluída a revisão antitruste, permanece focada em finalizar a transação “o mais rapidamente possível”.
Compra da Warner pela Paramount precisa de aval da União Europeia
Apesar do sinal verde de Washington, o negócio ainda depende da aprovação de reguladores da União Europeia. Além disso, procuradores-gerais de diversos Estados americanos, liderados pelo procurador-geral da Califórnia, Robert Bonta, discutem a possibilidade de ingressar na Justiça para tentar bloquear a fusão com base em preocupações concorrenciais.
Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram amplamente a operação em abril, um atestado de apoio interno ao acordo que promete consolidar ainda mais o mercado global de mídia e entretenimento.
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Fonte: Revista Oeste · Por Isabela Jordão