Uma auditoria feita pela gestão da governadora Celina Leão (PP-DF) descobriu que o governo do Distrito Federal possui mais de 7 mil imóveis sem utilização adequada ou com potencial econômico pouco explorado. As informações são da Folha de S. Paulo.

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O levantamento foi realizado em meio ao esforço da administração para reforçar as contas públicas e melhorar sua situação financeira. A administração busca garantir as metas fiscais vão para obter um empréstimo que ajude a salvar o Banco de Brasília (BRB), envolvido no escândalo do Banco Master.

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A intenção do governo é mapear essas propriedades e avaliar formas de transformá-las em fonte de receita ou reduzir custos administrativos. Entre os casos identificados está um imóvel utilizado pela prefeitura de Cidade Ocidental, município goiano localizado na região do entorno do Distrito Federal.

A iniciativa faz parte de um pacote de medidas adotadas pela gestão distrital para recuperar indicadores fiscais e obter melhores condições de crédito. O objetivo é elevar a classificação do Distrito Federal no índice de Capacidade de Pagamento (Capag), utilizado pelo Tesouro Nacional para avaliar a saúde financeira de Estados e do DF.

Atualmente enquadrado na faixa C, o Distrito Federal não pode contar com a União como garantidora de operações de crédito. Apenas governos com notas A ou B têm acesso a esse tipo de aval federal. A melhora da classificação é considerada estratégica para viabilizar um empréstimo destinado a reforçar a situação financeira do BRB (Banco de Brasília).

Redução das despesas do DF

O secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, relatou a jornal que o plano de ajuste prevê uma redução de aproximadamente 10% das despesas públicas até o final do ano. Para atingir essa meta, o governo vem adotando medidas de contenção de gastos em diversas áreas.

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Entre as ações já implementadas estão a redução de 25% nos valores de contratos da administração distrital e a ocupação do Centro Administrativo do Distrito Federal, complexo inaugurado há mais de uma década, mas que permaneceu praticamente sem uso durante anos. Servidores de seis secretarias já foram transferidos para o local.

O pacote de austeridade também inclui o compromisso de suspender novos concursos públicos e evitar reajustes salariais para servidores. O governo busca recuperar a classificação máxima nos indicadores fiscais até setembro. Isso fortalecerá sua capacidade de obter crédito e ampliar a confiança do mercado nas finanças do Distrito Federal.

O governo necessita capitalizar o BRB depois das perdas estimadas em até R$ 8,8 bilhões, causadas por investimentos em títulos com problemas de liquidez, na compra do Master, rejeitada pelo Banco Central em setembro de 2025.

Em maio último, o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou acordo para viabilizar um socorro financeiro ao BRB no valor de até R$ 6,5 bilhões. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobrirá a operação, contratada pelo governo do DF, e contará com o apoio de bancos privados.

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Fonte: Revista Oeste · Por Eugenio Goussinsky