Um consenso sobre os termos para cessar as hostilidades na região do Oriente Médio foi alcançado entre as autoridades de Teerã e Washington, conforme anunciado por Shehbaz Sharif, chefe de governo do Paquistão, neste sábado, 13. Ele voltou, em nota oficial, a fazer este tipo de declaração, depois de ter afastado rumores de fracasso nesta semana. A diferença é que, desta vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endossou a informação, ao publicá-la em sua plataforma, a Truth Social.
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Sharif detalhou que a redação final já conta com o aval das nações envolvidas, restando somente o alinhamento de detalhes burocráticos conduzidos pelos intermediários do processo. "A perspectiva de pacificação atingiu seu ponto mais maduro", declarou o paquistanês, na rede social X. "Diante da probabilidade de fechamento nas próximas 24 horas, o território paquistanês se organiza para validar digitalmente o pacto de forma imediata, programando debates de cunho técnico para os dias subsequentes."
A interação de Trump na Truth Social ocorreu na manhã deste sábado, 13, e foi feita por meio da reprodução de uma imagem da postagem de Sharif, sem a inserção de comentários adicionais. O Paquistão mantém diálogo contínuo com os envolvidos para estruturar as etapas subsequentes. Sharif reiterou o otimismo ao declarar que a resolução pacífica está em um patamar inédito de proximidade.
O país se manteve como mediador, mesmo depois das negociações terem sido interrompidas em abril, quando o vice-presidente dos EUA, JD Vance, foi até Islamabad e passou mais de 20 horas em reunião.
Essa movimentação nos bastidores da diplomacia surge logo depois um ciclo de três dias de hostilidades entre militares iranianos, norte-americanos e israelenses no decorrer desta semana. Com bombardeios de Israel no Líbano, em resposta a ataques do grupo terrorista Hezbollah e, em seguida, ataques do EUA à infraestrutura iraniana, o risco de uma escalada da crise se tornou iminente.
Irã sobre o acordo com Trump
A chancelaria iraniana, chefiada por Abbas Araghchi, já sinalizava na sexta-feira 12 que o entendimento estava prestes a ser selado. Araghchi esclareceu, em pronunciamento na TV iraniana, na sexta, que o foco atual é consolidar um pacto preliminar que decrete o término das operações militares globalmente, abrangendo inclusive o território libanês. Neste caso, ele incluiu a importância de Israel aderir ao acordo.
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Desde o começo de março, o exército de Israel trava combates contra as forças do Hezbollah no Líbano. Embora não integre a mesa de discussões diretas conduzidas por Washington e Teerã, a gestão israelense sinaliza a manutenção de seus contingentes em solo vizinho.
Segundo chanceler do Irã, o debate regulatório sobre as atividades atômicas do país foi postergado para um segundo momento, previsto para iniciar em até dois meses depois da ratificação do cessar-fogo inicial, com margem para expansão do prazo caso haja mútuo acordo. Uma autoridade norte-americana de alto escalão declarou, segundo a Reuters, que o Irã admitiu rever seu programa nuclear e reabrir o Estreito de Ormuz, em troca do fim de sanções.
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Fonte: Revista Oeste · Por Eugenio Goussinsky