A Justiça de São Paulo autorizou o processamento do pedido de recuperação judicial do grupo Toky, controlador das redes Tok&Stok e Mobly. A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da capital paulista e comunicada pela companhia nesta segunda-feira, 15.
O grupo protocolou o pedido em maio deste ano. Na ocasião, informou possuir uma dívida superior a R$ 1 bilhão.
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Segundo a empresa, o setor de móveis e decoração enfrenta um cenário econômico adverso, marcado por juros elevados e pelo aumento do endividamento das famílias. A companhia afirmou que esses fatores pressionaram as operações e contribuíram para a deterioração de sua situação financeira.
No pedido apresentado à Justiça, o grupo argumentou que a recuperação judicial busca preservar as atividades das empresas, permitir a renegociação das obrigações financeiras e garantir a continuidade dos serviços prestados aos consumidores.
Recuperação judicial suspende cobranças e busca evitar falência
A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite a empresas em dificuldades financeiras renegociar dívidas sob supervisão da Justiça.
Durante o processo, a companhia obtém proteção contra cobranças e execuções judiciais enquanto apresenta um plano para reorganizar suas finanças e evitar a falência. A medida busca preservar a continuidade das operações, dos empregos e das atividades econômicas da empresa.
Antes mesmo da decisão definitiva sobre o processamento da recuperação judicial, a empresa já havia obtido uma medida que suspendeu temporariamente cobranças e execuções judiciais contra as companhias do grupo.
A determinação, concedida em maio, interrompeu por 60 dias ações de cobrança envolvendo as seis empresas ligadas ao conglomerado.
Apesar da recuperação judicial, as lojas seguem em funcionamento. A expectativa é de que as operações continuem normalmente durante o processo de renegociação com credores.
Nos últimos meses, porém, consumidores relataram problemas envolvendo atrasos na entrega de produtos, dificuldades para obtenção de reembolsos e falhas no atendimento. A empresa não indicou mudanças imediatas em sua operação comercial em razão da recuperação judicial.
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Fonte: Revista Oeste · Por Victória Batalha