A disputa presidencial no Peru segue indefinida, com Keiko Fujimori à frente de Roberto Sánchez por uma diferença de 41 mil votos, depois de duas semanas de apuração. Até este sábado, 20, cerca de 99,6% das urnas já foram contabilizadas.

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O lento progresso na contagem se deve ao uso de cédulas impressas e atas manuais no processo eleitoral peruano, iniciado em 7 de junho. Fujimori soma 50,113% dos votos, enquanto Sánchez aparece com 49,887%, o que evidencia o equilíbrio na corrida pelo cargo.

Denúncias de fraude e pedidos de recontagem

Na sexta-feira 19, Sánchez liderou um ato público em que solicitou recontagem dos votos. A coligação Juntos por el Perú buscou anular 2,3 mil seções sob acusação de fraude, mas a Junta Nacional Eleitoral rejeitou os pedidos referentes a Lima e aos Estados Unidos, conforme reportado pelo jornal La República.

“Hoje percorremos o país para defender algo que nos pertence a todos: a confiança no resultado eleitoral", afirmou Sánchez nas redes sociais. "Quando uma eleição é apertada, contar cada voto não enfraquece a democracia. Fortalece-a. Esclarecer dúvidas não divide o Peru. Une-o."

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O partido de Sánchez declarou que não reconhecerá o resultado das eleições, e alegou falta de transparência no processo. “O Estado de Direito e a governabilidade do país são medidos pela integridade da alternância eleitoral e pela confiança que emana de seus processos eleitorais e, precisamente por isso, não aceitaremos que se imponha um resultado que não reflita a vontade popular com absoluta transparência e sem qualquer dúvida ou controvérsia”, afirmou a sigla.

Instabilidade política e mudanças no sistema eleitoral

O Peru enfrenta uma década de instabilidade política, na qual nenhum presidente conseguiu concluir o mandato. Em dez anos, o país teve quatro destituições, duas renúncias e dois mandatos-tampão. O sistema unicameral vigente facilitou trocas frequentes no comando, mas depois desta eleição, o Peru volta ao modelo bicameral, com Câmara e Senado, semelhante ao adotado no Brasil.

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Fonte: Revista Oeste · Por Yasmin Alencar